Sinal fechado, observo o garotinho olhando fixamente para o “meu” carro. É fim de tarde, e aquele lusco-fusco faz com que o led dos faróis ganhe um brilho especial. Diferente da maioria dos modelos com esse recurso, que trazem apenas um feixe de led, no novo Audi A4 quase todo o contorno do farol é de leds. Além ampliar a visibilidade do automóvel pelos demais motoristas, chama a atenção para a reestilização do sedã. Os faróis recortados e a nova estrutura interna das lanternas são as maiores novidades. Dá para dizer até que o A4 ganhou uma cara arrogante, do tipo “tá falando comigo?” Tem jeito de Audi.
Lá dentro, o ambiente desponta em design e acabamento, mas a melhor atração é paga à parte. Trata-se do Multimedia Interface (MMI), que engloba um ótimo navegador por GPS, além de controlar a parte de entretenimento e funções do carro. Legal, só que acrescenta nada menos que R$ 10.350 aos R$ 149.700 dessa versão Ambiente. Sob o capô está o elogiado 2.0 turbo em sua versão mais mansa, de 180 cv, com a boa pegada de sempre – 0 a 100 km/h em 8,2 s. Nesse A4, no entanto, a prioridade é a economia. Colabora para isso a transmissão Multitronic CVT, que deixa o motor trabalhar folgado. Você olha o painel e a rotação está quase sempre entre 1.000 e 2.000 rpm, quando se dirige de modo civilizado.

Encho o A4 com a família, ligo o ar-condicionado e ainda assim consigo 14 km/l na estrada. Na cidade ele também faz bonito, com 8,7 km/l. Junto do giro baixo, essa versão também roda macio, com suas rodas aro 17 e pneus 225/50 – “altos” para o padrão da Audi, mas de bom tamanho para nossas vias arruinadas.
O senão é que o câmbio CVT deixa a condução monótona, coisa que nem as trocas manuais conseguem resolver. De todo modo, eu não fecharia negócio no A4 antes de conhecer o novo BMW Série 3 que chega no fim deste mês

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13:33
Unknown


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